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Jeep
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Default E você tem medo dela?

27-02-18, 08:04 #1
https://estilo.uol.com.br/comportame...a-em-morte.htm

Prolongar a vida em UTIs é uma praga moderna', diz especialista em morte

Há quem tenha medo da morte e prefira não falar sobre ela. Algumas culturas costumam celebrá-la. Há quem queira ter controle sobre o fim da vida, já outros preferem que seja natural -- sem dor, preferencialmente. Fato é que as diversas incertezas que rondam a finitude fazem do último suspiro um dos grandes tabus sociais. E foi exatamente sobre esse assunto que a psicóloga Maria Julia Kovács, 65, decidiu se dedicar profissionalmente.

Professora do Instituto de Psicologia da USP e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte (LEM), ela começou a estudar o tema nos anos 1980. O interesse surgiu de uma questão pessoal, a doença de uma tia. “Ela estava muito mal e queria falar sobre a morte. Eu me recusava, reproduzindo o jeito de ser da nossa sociedade atual. E foi aí que ouvi dela: ‘Que tipo de psicóloga você vai ser que não fala sobre o assunto?’”, contou em entrevista ao UOL. “Comecei lendo alguns livros, até me especializar em 1982, no mestrado.”

Cuidados paliativos garantem qualidade de vida e não simples "consolo"
Em 1986, ela criou na Universidade de São Paulo a disciplina “psicologia da morte” a fim de aproximar os alunos de uma questão tão implacável. “A maior dificuldade que existe hoje é tratar a morte como uma questão pessoal, considerar o próprio fim”, conta.

A "interdição" do tema, segundo Maria Julia, veio com o avanço da medicina. “Do ponto de vista médico, a morte é vista como um fracasso profissional, daquele que não conseguiu evitá-la”, diz. Como consequência, surgiu a “distanásia”, o prolongamento do processo de morte por meio de tratamentos cada vez mais modernos. Algo questionável na visão da especialista, que, como muitos, também tem medo do próprio óbito.

Aqui, ela fala abertamente sobre as mais variadas especulações e certezas que envolvem o processo de falecimento, como eutanásia, luto, cuidados paliativos, sofrimento, prorrogação artificial, suicídio e diferenças culturais.

UOL – A maneira como a morte passou a ser tratada mudou com o tempo?
Maria Julia Kováca – A grande mudança se processou na passagem do século 19 para o 20, com o desenvolvimento da medicina, principalmente na sua busca de cura e de tratamentos cada vez mais sofisticados. Do ponto de vista médico, a morte passou a ser vista como fracasso profissional. Então, houve a interdição do tema, isolamento de pessoas que estão morrendo em salas e corredores distantes nos hospitais, além da exploração de técnicas que pudessem postergá-la a todo custo. Assim se criou a “distanásia”, um processo muito sério de medicalização e prolongamento do processo de morte, que pode vir acompanhado de muito sofrimento.

Qual o lado bom e o ruim de prolongar a vida com os novos tratamentos?
Há benefícios, como permitir que pessoas com o diagnóstico de doenças sem cura vivam por muito tempo e com menos efeitos colaterais. A maior desvantagem é que muita gente não está conseguindo morrer naturalmente. Os maiores prejudicados nesse ponto são os idosos, com doenças crônicas e degenerativas. Eles são submetidos a uma série de intervenções inúteis, porque não se concebe a ideia de que possam morrer. Isso acaba ampliando o sofrimento do doente e de seus familiares, que os vê em situações muito graves, quase mortas, entubadas, sem a possibilidade de se comunicar. Prolongar a vida em UTIs é uma praga moderna.

Você é favorável à eutanásia?
Eutanásia quer dizer “boa morte”. O que aconteceu é que, nos últimos tempos, ela passou a ser associada ao apressamento do fim, possivelmente uma reação ao prolongamento. Sou a favor da sua legalização como possibilidade de atender ao desejo de uma pessoa que não quer mais viver. O direito de morrer e de planejar o final da vida é importante. Não apressá-la, mas deixar acontecer naturalmente sem muita intervenção, só cuidando para que a pessoa não sofra com dores ou outros sintomas. Daí a importância dos cuidados paliativos.

O que são os cuidados paliativos?
São cuidados de alívio e controle de sintomas de uma doença que não tem cura para garantir qualidade de vida ao paciente. Não é uma preparação para a morte, mas a dor, dificuldade respiratória, problema gástrico, ansiedade e outros problemas que ela possa ter. Eles são muito aplicados nas áreas de oncologia. Nas de doença mental precisam ser melhor trabalhados.

Optaria pela eutanásia para si?
Não, porque ela envolve uma terceira pessoa que executa o procedimento, alguém que lhe dá a medicação para morrer. E isso é complicado. Nos países em que é legalizada, ela é realizada por médicos. Para mim, seria a última possibilidade, mas quem deseja deveria ter esse direito de escolha. Se meu sofrimento for muito grande, aceitarei a sedação paliativa para aliviá-lo, diminuindo a consciência. Acho interessante a ideia do suicídio assistido.

O que é o suicídio assistido?
É quando o próprio doente executa o ato final. Ele é regulamentado em vários Estados dos Estados Unidos, onde a liberdade individual é muito prezada. Existem duas formas clássicas de realizá-lo. Um dos processos é feito com três seringas instaladas no paciente. A primeira é o acesso; a segunda, o relaxante; e a terceira, a substância que provoca a morte. Ele é quem vai acionar a última quando achar que deve. A outra forma é quando o médico entrega à pessoa a receita de uma medicação fatal e ela toma quando quiser. Isso ajuda muitas a repensarem a decisão. Essa é frequente na Suíça, onde existe uma clínica especializada em “morte com dignidade”, como preferem chamar.

Então, a morte é uma escolha pessoal?
Essa é uma grande discussão atual. Em muitas religiões, a vida e a morte pertencem somente a Deus ou a uma divindade. Portanto, não é uma escolha pessoal. Algumas até possibilitam uma conversa com o sacerdote neste sentido para um certo conforto espiritual. A Igreja Católica, por exemplo, defende que seja um processo natural, sem apressamento, nem prolongamento indefinido. O judaísmo se coloca da mesma maneira. Por outro lado, quando se tira o viés religioso, muita gente considera que a escolha do modo de morrer é própria.

Em Goiás, uma mãe entrou na Justiça para obrigar o filho a se submeter a sessões de hemodiálise. O menino de 22 anos sofre de uma doença crônica e decidiu abrir mão do tratamento. Ela pergunta se “é egoísmo uma mãe querer que o filho não desista de viver”. O que a senhora responderia a ela?
Do ponto de vista dele, é absolutamente compreensível seu desejo. Mas a mãe também está certa por querer o filho vivo. Alguns dilemas nunca serão resolvidos, esse é um deles. A minha tendência seria apoiar o rapaz, porque quem está vivendo essa vida de sofrimento é ele. O que eu faria com ela seria legitimar seu sentimento e oferecer acolhimento. É um egoísmo natural de mãe. Seria até muito estranho se ela não lutasse pela vida do filho.

Culturalmente existem diferenças na interpretação da morte?
Podemos dizer que, de maneira geral, a cultura ocidental e a oriental lidam diferente. A primeira tem mais dificuldade de lidar com a finitude, a segunda enxerga mais como um ritual de passagem. Mas não existe um padrão. O México é um bom exemplo. Ele está no Ocidente, mas celebra a morte como possibilidade de evolução. Já uma metrópole como São Paulo, onde o trânsito e a rotina atribulada interferem até numa ida a um enterro, esse processo é perturbador.
As pessoas não têm tempo de se enlutar na capital paulista. No trabalho, só podem ficar, no máximo, três dias afastadas após a perda de um familiar.

Quanto tempo dura o luto?
O luto é um processo de elaboração de uma perda significativa e não acaba nunca. Ele vai evoluindo, com dias melhores e outros piores. É como as ondas do mar, que vêm e vão. O mais importante é permitir ao enlutado expressar seus sentimentos da melhor forma para ele, seja de maneira intensa ou recolhida. Quando a gente ama profundamente uma pessoa, estão misturados aí medo, raiva, insegurança. Na hora que ocorre a perda, esses sintomas todos emergem e precisam ser legitimados. O problema é que nossa sociedade não tolera o sofrimento por muito tempo, nem muito intensamente. E isso perturba profundamente o processo. O capitalismo e a medicalização nos exige resolver os problemas emocionais rapidamente. Essa é uma característica dos tempos atuais.

O luto é uma doença?
Não. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5, depois de duas semanas, se as expressões emocionais continuarem muito fortes, pode ser dado o diagnóstico de depressão. Essa, sim, é uma doença.

Por que essa obsessão pela eternidade?
Porque a gente sempre imagina as coisas boas de se viver para sempre, mas as coisas ruins também podem perdurar. À medida que você envelhece, vai perdendo a potência, a força... Pense que isso deve permanecer com a o prolongamento da vida. Aí não fica mais gostoso, nem atrativo.

É possível sentir a morte chegando?
Sim. Normalmente, a gente consegue sentir isso quando está doente e a doença agrava. Muitas pessoas têm essa percepção e é terrível quando o mundo em volta diz que está tudo bem, que ela vai sair dessa. Ela viveu com esse corpo a vida inteira, sente que está terminando.

Dentre todas as mortes, qual é a mais tabu?
O suicídio, porque é um tipo de morte muito complexo, difícil de elaborar. A gente sabe que para tudo na vida existem inúmeras possibilidades. Então, entender que ele foi escolhido em detrimento de tantas outras é muito complicado. Por isso, é muito importante falar sobre o assunto. A única certeza que temos é que ignorá-lo não resolve. Pelo contrário, pode aumentar as chances diante da falta de compreensão.

Existe morte digna?
Sim e é essa que devemos batalhar para ter. É aquela que possa acontecer da maneira como a pessoa gostaria que fosse, com os valores que são importantes para ela. Se ela quiser, com as pessoas que são importantes na vida dela, sem dor e sem sofrimento possíveis de serem controlados.

Você teme perder pessoas queridas?
Sim. O fato de estudar a morte, ministrar disciplinas e atender em psicoterapia pessoas enlutadas não me protege da dor da perda. É uma ilusão pensar que estamos protegidos e vamos saber como lidar.
Nada nos blinda do sofrimento. Como profissionais temos a tarefa de cuidar, mas temos que ter o espaço de elaboração e também de ser cuidado se necessário.

É normal ter medo da morte?
Eu diria que o medo da morte faz parte do existir humano para o bem e para o mal. Ele nos permite lutar pela sobrevivência, evitar perigos, se cuidar. Por outro lado, pode ser danoso no momento em que faz a gente deixar de existir -- não vai viajar porque pode ter atentado, não vai trabalhar para não ser castigada pelo chefe, não se relaciona para não perder a pessoa amada. Você se superprotege e não vive. Alguns riscos para a vida são necessários, seja no amor ou no trabalho.

Por que as pessoas sentem isso?
Pessoas podem ter medo de morrer, medo de perder pessoas, medo da finitude, medo do desconhecido, medo do que vem após a morte... É multidimensional.

E você tem medo dela?
Sim. Tenho medo principalmente da morte com sofrimento e dor. Vamos dizer que ainda pretendo continuar vivendo, não gostaria de morrer agora. Se tivesse que acontecer neste momento, por alguma circunstância, não gostaria de passar pelo prolongamento do processo de morrer.





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David
Robson
 

27-02-18, 09:53 #2
Quote:
O que é o suicídio assistido?
É quando o próprio doente executa o ato final. Ele é regulamentado em vários Estados dos Estados Unidos, onde a liberdade individual é muito prezada.
This. E eutanásia, claro. Liberdade individual em primeiro lugar.

David is offline   Reply With Quote
Blazed
Trooper
 

27-02-18, 10:17 #3
funny story pra eutanásia/morte digna/não prolongamento artificial.

1) paciente diz: Quero morrer, assina mil papeis falando que a equipe médica deu opções viáveis de tratamento e dentro do exercício das próprias razões, ciente de todas as consequências (morte), ele está optando por morrer.

2) familiares escrotos dizem: MEU DEUS DO CEU, TIA RITINHA TAVA TAO BEM, OS MÉDICO BOTARO AQUILO NA CABEÇA DELA PRA PODEREM FAZER MAFIA DA UTI, MELHOR CHAMAR O ROBISON, AQUELE PRIMO DA CLOTILDE QUE É ADVOGADO.

3) ROBISON e seu estagiário CLÓBISON, ambos vestidos de JEANS E BLAZE(d)R:
SEU DOTOR, OS MÉDICO VAGABUNDO MATARO A DONA (PREENCHER AQUI)
QUER DANO MORAL
DA HONORARIO
PROCESSA MÉDICO, PLANO, HOSPITAL, EQUIPE MEDICA, O OUTRO MÉDICO, O CONJUGE DO MÉDICO.

4) Juizão topzor:
Compulsando toda a documentação e demais provas colhidas, verifico que assiste razão à parte autora: não houve comprovação do estado mental de Rita quando da assinatura dos documentos.
Repiso (cara, até quando vamos precisar de "Technique" juridica?) que é dever da equipe médica prestar atendimento a saúde, independente de qualquer opção do paciente, tendo em vista que o paciente não possui formação necessária para compreender procedimentos e consequencias dos procedimentos.
É evidente, portanto, que ao deixar morrer a paciente (por negligência ao dever de cuidado para com o paciente), os Réus preenchem os requisitos de ato ilícito, nexo causal e resultado danoso.
DIANTE DO EXPOSTO CONDENO TODOS A PAGAR TUDO PRA ESSES ARROMBADOS DOS AUTORES.

Infelizmente não é só a lei, mas todo o sistema jurídico (e os advogados cassados de jeans e blazer) que não permitem o amiguinho escolher se morre.

Blazed is offline   Reply With Quote
zorba
Trooper
 

Steam ID: luizkowalski
27-02-18, 10:38 #4
Quote:
especialista em morte
ah que mentira
quantas vezes ele ja morreu pra poder se dizer "especialista"?
aposto que nenhuma
charlatão

zorba is offline   Reply With Quote
Sephiroth
Trooper
 

Gamertag: sephitoff PSN ID: alanpk
27-02-18, 11:02 #5
Quote:
Postado por zorba Mostrar Post
ah que mentira
quantas vezes ele ja morreu pra poder se dizer "especialista"?
aposto que nenhuma
charlatão
pensei o mesmo

Sephiroth is offline   Reply With Quote
WaR WoLf
Trooper
 

27-02-18, 11:39 #6
Lembrando do caso da médica intensivista em Curitiba que foi massacrada por gerir a morte de pacientes em condição irreversível. Ela fazia o que qualquer pessoa faria se estivesse na mesma função. Revoltaram-se porque ela, no tratamento particular com sua equipe (seu telefone foi grampeado), conversava sobre o adiantamento da morte dos pacientes como se administra um negócio. Era necessário livrar-se dos que estavam em estado de "adiamento de morte" para vagar a UTI para pessoas com alguma esperança de vida. No final ela teve um julgamento moral, não racional. Se ao final de cada frase ela dissesse "que jesus tenha sua alma, tadinho(a)" nada do que houve ocorreria.

UTI nos moldes idílicos do judiciário é Criogenia de pobre. Vaga esperança de imortalidade.

WaR WoLf is offline   Reply With Quote
marconds
PHD em Dota 2
 

27-02-18, 12:45 #7
É preciso pensar em um conceito de vida que não inclua o mero funcionamento de órgãos.

marconds is offline   Reply With Quote
Hobbes
Trooper
 

27-02-18, 19:48 #8
Quote:
Postado por WaR WoLf Mostrar Post
Ela fazia o que qualquer pessoa faria se estivesse na mesma função.
Meio fraco esse argumento.

Hobbes is offline   Reply With Quote
Baron
Trooper
 

27-02-18, 20:02 #9
Quote:
Postado por WaR WoLf Mostrar Post
Lembrando do caso da médica intensivista em Curitiba que foi massacrada por gerir a morte de pacientes em condição irreversível. Ela fazia o que qualquer pessoa faria se estivesse na mesma função. Revoltaram-se porque ela, no tratamento particular com sua equipe (seu telefone foi grampeado), conversava sobre o adiantamento da morte dos pacientes como se administra um negócio. Era necessário livrar-se dos que estavam em estado de "adiamento de morte" para vagar a UTI para pessoas com alguma esperança de vida. No final ela teve um julgamento moral, não racional. Se ao final de cada frase ela dissesse "que jesus tenha sua alma, tadinho(a)" nada do que houve ocorreria.

UTI nos moldes idílicos do judiciário é Criogenia de pobre. Vaga esperança de imortalidade.
Mas perae, os pacientes sabiam disso? Porque se não sabiam então ela obviamente é psicopata, imoral e deveria ir pra cadeira elétrica sem dó nem piedade.

Se sabiam e a eutanásia foi consentida, ok. Continua sendo imoral, mas pelo menos é um pouco mais brando (se é que dá pra chamar assim)

Anyways, a questão de "liberar leitos" é a desculpa mais ridícula que eu já vi na vida. Quem deveria ser responsabilizado pela falta de leitos é o estado, que jurou na constituição que em troca de um quatrilhão de impostos arrancados à força iria prover saúde de qualidade e blablabla para os seus servos.

O cara que está lá no leito morrendo não tem nada a ver com isso, visto que ele pagou (e MUITO caro) pelo serviço.

Baron is offline   Reply With Quote
MdKBooM
Trooper
 

27-02-18, 21:59 #10
Quote:
Postado por Baron Mostrar Post
Mas perae, os pacientes sabiam disso? Porque se não sabiam então ela obviamente é psicopata, imoral e deveria ir pra cadeira elétrica sem dó nem piedade.

Se sabiam e a eutanásia foi consentida, ok. Continua sendo imoral, mas pelo menos é um pouco mais brando (se é que dá pra chamar assim)

Anyways, a questão de "liberar leitos" é a desculpa mais ridícula que eu já vi na vida. Quem deveria ser responsabilizado pela falta de leitos é o estado, que jurou na constituição que em troca de um quatrilhão de impostos arrancados à força iria prover saúde de qualidade e blablabla para os seus servos.

O cara que está lá no leito morrendo não tem nada a ver com isso, visto que ele pagou (e MUITO caro) pelo serviço.
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MdKBooM is offline   Reply With Quote
zorba
Trooper
 

Steam ID: luizkowalski
28-02-18, 05:44 #11
Quote:
Postado por Baron Mostrar Post
Mas perae, os pacientes sabiam disso? Porque se não sabiam então ela obviamente é psicopata, imoral e deveria ir pra cadeira elétrica sem dó nem piedade.

Se sabiam e a eutanásia foi consentida, ok. Continua sendo imoral, mas pelo menos é um pouco mais brando (se é que dá pra chamar assim)

Anyways, a questão de "liberar leitos" é a desculpa mais ridícula que eu já vi na vida. Quem deveria ser responsabilizado pela falta de leitos é o estado, que jurou na constituição que em troca de um quatrilhão de impostos arrancados à força iria prover saúde de qualidade e blablabla para os seus servos.

O cara que está lá no leito morrendo não tem nada a ver com isso, visto que ele pagou (e MUITO caro) pelo serviço.
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zorba is offline   Reply With Quote
WaR WoLf
Trooper
 

02-03-18, 22:02 #12
Sério isso? DS já foi mais sabida. Não há consentimento de pessoas que simplesmente já estão mortas, mas com função de órgãos ativos em seu mínimo por meio de aparelhos e medicamentos. Elas não estão conscientes para tomar a decisão nem nunca estarão conscientes em qualquer futuro imaginável e possível.

Isso é bem diferente de eutanásia em que a pessoa não deseja viver com certo sofrimento (logo é capaz de consentir): estamos falando de uma UTI. Ali é simplesmente verificar que existe irreversibilidade do quadro e impossibilidade de perpetuação da vida. Os pacientes geralmente estão desacordados e em observação. Não é questão de querer estar vivo, mas sim de PODER estar vivo.

Dependendo de quais sistemas tiveram falência você pode manter a pessoa "viva" por um largo período de tempo, logo é comum que se diminua a influência artificial para facilitar a morte cerebral. Se vocês tiveram algum parente que morreu no hospital por falências múltiplas de órgãos, não tenha dúvidas que foi assim. Achei que vocês fossem esclarecidos o bastante para entender que isso, de fato, ocorre em qualquer UTI do mundo.

O reply do Baron, Hobbes e demais demonstra que realmente a questão é um tabu muito maior do que eu imaginava. É estranho isso um lugar composto por pessoas esclarecidas não ter ciência destas questões.


Last edited by WaR WoLf; 02-03-18 at 22:08..
WaR WoLf is offline   Reply With Quote
Baron
Trooper
 

03-03-18, 17:02 #13
Eu não conheço o caso do Paraná, então quando você falou em UTI eu não pensei em casos de morte cerebral e afins, já que na UTI não há apenas casos desse tipo.

De qualquer maneira, para se grampear um telefone é necessária uma ordem judicial e normalmente só se faz isso quando há suspeitas de algum crime.

Novamente, eu não conheço esse caso em si, mas me parece bem estranho que tenham caído em cima da médica se tudo que ela estava fazendo eram apenas procedimentos de praxe.

Baron is offline   Reply With Quote
CtrlA
Trooper
 

Steam ID: ctrla0
04-03-18, 12:59 #14
A DS tá ficando cristã demais.

CtrlA is offline   Reply With Quote
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