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Jeep
fagmin
 

XFIRE ID: ds-jeep Steam ID: jeep_ds
Default O paradoxo da igualdade

14-08-13, 12:52 #1
oh nao, 40 minutos? fala serio.






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lol
 

PSN ID: dasouzaj Steam ID: davihey
14-08-13, 12:53 #2
oh nao, 40 minutos? fala serio.

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intel
♥ Emma Stone
 

14-08-13, 13:09 #3
oh não, 38:52? fala sério.

intel is offline   Reply With Quote
GSI
Trooper
 

Gamertag: XAND GSI Steam ID: GSIXD
14-08-13, 13:38 #4
aguentei assistir 2min

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vegetous
Trooper
 

XFIRE ID: carniceiru
14-08-13, 13:44 #5
no momento eu não tenho 00:40h pra ler a fúria dos reis, vou assistir vídeo de bebezinho?

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punisher
spkr
 

14-08-13, 13:46 #6
Po Jipe, dá uma intro aí pra despertar interesse uaheauhaeuaeh

punisher is offline   Reply With Quote
Jeep
fagmin
 

XFIRE ID: ds-jeep Steam ID: jeep_ds
14-08-13, 13:50 #7
hummm, ok, coloque em 00:18 que da o tom do video.

basicamente um noruegues quis entender pq existem diferencas de genero na sociedade norueguesa, considerada a mais igualitaria do planeta, entrevistando pessoas com varias teorias, na noruega, eua e inglaterra.

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u3663
Trooper
 

14-08-13, 13:53 #8
I saw boobies!

u3663 is offline   Reply With Quote
SsjGohan
Trooper
 

14-08-13, 13:54 #9
Achei q ia ser algo com a física das coisas.
Alguma teoria das cordas

SsjGohan is offline   Reply With Quote
rini
 

14-08-13, 14:24 #10
assisti e fiquei surpreso com a maneira como esses profissionais noruegueses desconsideram a biologia na época deste vídeo.
em certo momento da até para entender o cara que diz que "não está provado, entao trabalho no nesse nível" desde que seja por falta de informação.


segue video de 9 mins que fala um pouco sobre comportamentos sociais e doenças.



Last edited by rini; 14-08-13 at 14:34..
rini is offline   Reply With Quote
u3663
Trooper
 

14-08-13, 14:36 #11
Ok Jeep.

Agora sério, assisti o vídeo todo no meu almoço.

E para resumir: Biologia > Igualdade.

Obviamente homens e mulheres tem diferenças. Todo estudo biológico aponta para isso. Existem cargas de hormônios diferentes, testosterona... uma série de fatos que culminaram para isso.

Eu diria que tentar provar que a Cultura semeia essa diferença é esquecer que essa diferença sempre existiu. Que não foi a Cultura que alimentou a diferença mas sim a diferença que alimentou a Cultura.

Obvio que a Cultura também é fato importante hoje em dia. Se você já nasce com essa predisposição e TUDO ao se redor reforça essa situação, é claro que ela vai se ampliar e se tornar cada vez maior.

Infelizmente isso cai no tema do MACHISMO/FEMINISMO novamente e não sei se você quer que esse assunto volte aqui... mas isso também explica o porque nossa sociedade se modelou dessa forma e como é algo extremamente inocente acreditar que somos todos 100% iguais e a Sociedade que nos impulsiona a esse dogma.

Sendo bem escroto com meus amiguinhos sociais: Fisica, Quimica e Biologia > Sociais. Obvio que isso é uma brincadeira mas tem a sua razão. Psicologia é um assunto muito sério e importante... mas não são apenas questões psicológicas e sociais que definem características e comportamento.

Vai ser legal qdo o rini falar "Mas você não estudou isso, sua opinião não vale, mimimimi" :P

u3663 is offline   Reply With Quote
zorba
Trooper
 

Steam ID: luizkowalski
14-08-13, 15:02 #12
Quote:
Postado por Saico Mostrar Post
I saw boobies!
qual tempo? uaiehiua

zorba is offline   Reply With Quote
Stranger
Trooper
 

14-08-13, 15:15 #13
Essa série de documentários é loca pra cacete.

http://en.wikipedia.org/wiki/Hjernevask

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EviLBraiN
Trooper
 

14-08-13, 15:20 #14
Quote:
Postado por Saico Mostrar Post
I saw boobies!
Mas pelo menos ela falou: Eu não sou VAGABUNDA ?

EviLBraiN is offline   Reply With Quote
mojud
Trooper
 

14-08-13, 15:34 #15
porra evil, ia postar isso...

mojud is offline   Reply With Quote
Zedd
Trooper
 

14-08-13, 15:41 #16
To cagado sem tempo agora, mas quero comentar nesse tópico.
Concordo com o Saico que tem diferenças biológicas, mas tem coisas que ele falou que estão no mínimo um pouco erradas. O modo como a 'diferença' é 'interpretada' em comportamentos é radicalmente diferente em meios/culturas diferentes...

O argumento de Naturais/Exatas> Sociais é bem encantador e parece fazer sentido, mas eu (que sou das exatas, e tenho uma graduação em uma social) vejo o seguinte: os péssimos pesquisadores de Naturais/Exatas ficam restritos ao meio acadêmico. Só o resultado dos grandes 'espirra' na vida normal das pessoas e por isso é fácil ter uma opinião 'boa' dessas áreas. Do outro lado, temos que péssimos pesquisadores, cargo cult, charlatães e etc. das humanas coletam milhões de seguidores, publicam livros e formam culto... protegidos pela 'subjetividade'. A pergunta honesta é: devemos relegar o que tem de bom em todas as áreas 'sociais' a uma categoria de sub-importancia só porque a área tem o 'defeito' de ser mais subjetiva?

Eu argumentaria, na verdade, que resultados decentes das ciências sociais são mais importantes de imediato e a longo prazo para a qualidade da vida humana do que desenvolvimentos técnicos pontuais. São forças diferentes com objetivos e resultados diferentes, mas se a comparação direta for essa, essa é a minha conclusão.


Depois posto mais, especialmente sobre o assunto do vídeo (que assisti só metade e faz tempo)

Zedd is offline   Reply With Quote
sibs
Trooper
 

14-08-13, 16:39 #17
Quote:
Eu argumentaria, na verdade, que resultados decentes das ciências sociais são mais importantes de imediato e a longo prazo para a qualidade da vida humana do que desenvolvimentos técnicos pontuais.
Não força vai, a maioria dos avanços sociais não foram devidos a ciências sociais e sim a actual science. Só ver o efeito das redes sociais no mundo nos ultimos 10 anos, e agora pense na revolução industrial, medicina etc... Mas é uma comparação ridicula.

Curti o video do Rini, realmente humanos tem uma plasticidade incrivel.

sibs is offline   Reply With Quote
rini
 

14-08-13, 17:17 #18
para o post do saico eu daria a resposta da campbel.
AMAZING.. INCRÍVEL como tem gente que nao consegue transcender (ela também, pelo menos na maioria do argumento que usou no vÍdeo) um fator simples.

os seres se adaptam (ou evoluem, como queiram) a partir da filogenetica, ontogênse e cultura (tudo que permeia sua relacao com outros animais/plantas/rochas.. TUDO). sendo esse "movimento" uma maneira de permanecer vivo no AMBIENTE em que se encontram.
a não ser que vc esteja falando de algum animal que viva no vacuo e na inexistencia total de interferencias externas e eu esteja viajando aqui..
se isso não lhe diz nada sobre a SUMA importância do ambiente no desenvolvimento de características genéticas, sorry bro.

por isso dizer que coisas existem desde sempre como se SURGISSEM DO NADA (claro que vc vai dizer que não foi isso que disse) não faz o menor sentido.

dito isto vamos falar sobre o que o vídeo nos diz de importante.
primeiramente que existem diferenças biológicas entre homens e mulheres.. ok.
segundo que homens e mulheres podem responder biologicamente diferente mesmo em estímulos ambientais similares. e digo mais.. ate mesmo seres do mesmo gênero respondem diferente mediante estimulo ambientais iguais. portanto em meus conhecimentos limitados sobre sobre biologia (admito, viu saico?), nunca pensei diferente disto.

agora a parte mais importante.. a igualdade e desigualdade na escolha do trabalho, que eh o tema do vídeo..

concordo com a constatação de que países igualitários dão possibilidade para que as pessoas possam optar sobre o que seguir e consequentemente darem mais liberdade que fatores genéticos se ativem no decorrer do desenvolvimento.
Ao contrario de paises desiguais que FORCAM as pessoas a procurar um emprego qualquer para conseguir dinheiro promovendo uma igualdade nas escolhas do trabalho (ambiente interferindo na genética. realmente viu o vídeo saico?)

não existe contraposição entre biologia e sociais. ambas andam JUNTAS. quem diz o contrário está cometendo um erro grave - LEIA ESTA PARTE SAICO.

esse paradoxo eh real.. mas prejudicial para quem? para mim está claro que é para países desiguais.


Last edited by rini; 14-08-13 at 17:27..
rini is offline   Reply With Quote
Jeep
fagmin
 

XFIRE ID: ds-jeep Steam ID: jeep_ds
14-08-13, 17:58 #19
saico, sim, uma das coisas a se discutir é sobre escolhas femininas/masculinas inerentes ao proprio genero e nao uma mega conspiracao masculina (pq homem é malzao, groar) de dominacao global etc e talz. Tambem acho pessimo o desmerecimento que fazem para um homem que queira ser enfermeiro ou uma mulher que queira ser engenheira, e por tabela, quando acham patetico que uma mulher escolha criar seus filhos sendo dona de casa e ter um emprego meio-periodo ou com horarios mais flexiveis.

rini, sobre seu video, eu concordo que comportamento nao é totalmente genetico, porem, tem varias situacoes de desequilibrio quimico que vao sim influenciar, desde o cara ser um autista funcional ate o lance do video em #1 de uma dosagem maior de testosterona deixar ele menos "apto" a comunicacao. Eu ja notei isso em varios engenheiros "radicais", o cara é genial pra fazer contas e levantar um predio em cada detalhe, peca pra ele descrever pq ele se casou com a mulher dele e ele trava.

Tambem penso no caso da angelina jolie que tirou os seios baseada na % genetica de que teria cancer, como em qq consulta que vou fazer onde o medico quer saber se algum parente proximo tem diabetes ou problemas cardiacos, enfim, acho que nao é taaaaao desvinculado como eles fazem parecer. Mas realmente a parte genetica e seus gatilhos eu conheco mt pouco, entao vou ficar no achismo sem maiores opinioes, quem sabe o preda tenha algo a acrescentar caso ele veja o topico.

Eu realmente gosto muito de acreditar que com foco e dedicacao vc consiga mudar essa "predisposicao", eu odeio *demais* o conceito "uma fruta nunca cai muito longe de sua arvore", mas nao da pra querer que uma bananeira drope uma maca

edit: gattaca rox

Jeep is offline   Reply With Quote
Jeep
fagmin
 

XFIRE ID: ds-jeep Steam ID: jeep_ds
14-08-13, 18:04 #20
Alias, agora que vi, passei dos 1k de positivos, chupa luh e np

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rini
 

14-08-13, 18:09 #21
Sim jeep. São complementares. Esse sempre foi o ponto.

rini is offline   Reply With Quote
u0165
Trooper
 

15-08-13, 20:42 #22
O Rini acabou falando tudo que eu dizer sobre o vídeo.
Achei bem interessante pelas informações veiculadas, mas o teor me preocupou um pouco. No final ficou até parecendo provocação de discussão de fórum, por mais que pro filme dele fosse importante tentar demonstrar pessoas caindo em contradição ou ficando extremamente nervosas na hora de responder provocações (porque não eram perguntas, eram provocações em forma de perguntas).

Jeep, sobre o que você disse sobre médicos perguntarem histórico de família e afins: claro que é válido, como o rini mesmo tá repetindo a torto e a direito. O problema nisso aí é que a tendência é eles perguntarem muito mais sobre histórico apenas do que sobre estilo de vida + histórico.

Sobre o engenheiro, eu penso no rato do rini. Ele é travado assim porque não foi estimulado de forma a desenvolver também suas capacidades comunicativas. Como o ratinho sem lembrança com o ambiente mais estimulante ao redor.

E pra mim a importância de ver a necessidade da união da bio e social é que: ok, somos diferentes. mas está bom assim? somos felizes e realizados e tá tudo perfeito? ou esses comportamentos esperados culturalmente dos gêneros influenciam negativamente muitos aspectos da vida das pessoas?

Ou eu que me preocupo com essas coisas porque tive pouca testosterona na formação do meu cérebro e ainda por cima estudo humanas? kkkkk certeza que foi culpa dos homens mauzões do patriarcado eu ter dificuldades em matemática...


Quote:
Postado por sibs Mostrar Post
Não força vai, a maioria dos avanços sociais não foram devidos a ciências sociais e sim a actual science. Só ver o efeito das redes sociais no mundo nos ultimos 10 anos, e agora pense na revolução industrial, medicina etc... Mas é uma comparação ridicula.

Curti o video do Rini, realmente humanos tem uma plasticidade incrivel.
Porra sibs. Medicina é dahora, revolução industrial é dahora. nunca tivemos tantas curas pras nossas doenças e nem tanta fartura de comida no mundo.
só que isso não chega pra todos. e esse é um gigantesco problema social que a actual science e maquinários ainda não conseguiram resolver.

Então pra mim e pra você talvez a tal actual science tenha tido maior efeito nas nossas vidas, com nossos microondas e remédios pra dor de cabeça e internet, mas uma quantidade absurda de gente no mundo não tem nem água e luz, imagine um dorflex.

u0165 is offline   Reply With Quote
rini
 

15-08-13, 21:23 #23
um detalhe que pensei várias vezes após lembrar do vídeo.

em dado momento.. mais para o começo do vídeo.. quando o cara está perguntando aos engenheiros, se não me engano, sobre a porcentagem das mulheres que exercem esta função surge uma informação que diz o seguinte.
"elas não escolhem essas áreas.. mas não há preconceito".
e pra mim isto é muito importante. as estatísticas ou saúde do mercado de trabalho é totalmente secundária.. essa informação me da um dado sobre a saúde das pessoas que compõem essa sociedade.. lindo.

se há algum padrão na escolha de áreas de formação em decorrência das condições sociais da Noruega, foi dito isto que ocorre principalmente pois as pessoas tem LIBERDADE na escolha. E isso nao pode ser uma coisa ruim.

se em decorrência disto o "mercado" sofre com mão de obra ou coisas do tipo, td bem. que encontrem-se alternativas.. pois o principal eles ainda tem.. ao contrário de nós.

rini is offline   Reply With Quote
Eon
Trooper
 

16-08-13, 13:40 #24
Quote:
Postado por Jeep Mostrar Post
edit: gattaca rox
Acho Gattaca animal, principalmente porque o foco da história é justamente o papel do livre arbítrio (das escolhas) sobre as circunstâncias que a vida joga pra cima das pessoas.

Acho que a mensagem do filme é muito real em muitos sentidos, tanto no sentido de que nada pode parar uma pessoa realmente determinada e conectada com o seu propósito na vida, quanto ao alerta de que uma sociedade pode sim evoluir tecnicamente por um lado e por outro se tornar complemente imoral e degenerada ao ponto de tratar seus indivíduos como produtos cada qual com seu selo de qualidade individual.

Acho especialmente legal no filme aquele médico que aparece no final! A vida é assim mesmo, muitas vezes quando você se sente sozinho e o mundo parece estar todo contra você, alguma situação acaba te revelando que você pode não estar tão sozinho quanto pensa e que podem existir aliados às vezes onde você menos imagina... aquela cena é show.

Por isso que me tira do sério esse povo que vem usar genética para justificar comportamentos ou estilos de vida, como se existisse uma regra que obrigasse as pessoas a serem escravas dos seus genes desconsideranto aquilo que representa a nossa força de vontade, aquilo que na verdade faz de nós PESSOAS e não animais. Dá vontade de amarrar todo mundo numa sala e botar pra assistir Gattaca, pra ver se aprendem alguma coisa. rs.

Eon is offline   Reply With Quote
u0165
Trooper
 

17-08-13, 13:08 #25
ok tá devagar aqui.

Então, vamo lá...

Ninguém parece hesitar no quesito exatas > humanas
e as mulheres em geral vão pra humanas. logo.....

u0165 is offline   Reply With Quote
Jeep
fagmin
 

XFIRE ID: ds-jeep Steam ID: jeep_ds
17-08-13, 13:24 #26
uma das primeiras pessoas do governo indica que as notas das mulheres sao iguais ou melhores que a dos homens, em TODAS as materias, menos educacao fisica. Todas as materias englobam exatas e humanas.

O ponto dele é que com a mesma educao e com a liberdade de escolha (nao por salario/sobrevivencia) homens preferem sistemas, mulheres pessoas/comunicacao, com suas honrosas e diversas excecoes. Ele em seguida vai no americano que entrevistou pessoas de diferentes culturas em 56 paises e isso se repete em todos esse paises.

Isso é so pra nao ficar essa eterna conspiracao de como as mulheres sao impedidas de serem "engenheiras" e afins, simplesmente a maior parte delas tem condicoes fisicas, mentais e sociais de serem, apenas nao tem interesse, e nao tem nada de errado nisso, eu prefiro um enfermeiro que entenda nuances de emocao humana do que ser atendido por um engenheirao que nao tem empatia nenhuma.

Agora, nao é todo homem que vira engenheiro, nao é simples e facil e basta o cara querer, é uma daquelas profissoes bem no topo e que sim, vao pagar melhor do que enfermaria e muitas outras profissoes tipicamente masculinas.

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rini
 

17-08-13, 13:42 #27
só lembrando que o mercado de trabalho já é uma condição artificial influenciando no processo natural de desenvolvimento humano.

essa correlação nao pode ser feita apenas levantando esses dados.. genética x escolha de um EMPREGO..
para desespero de alguns, caso a intenção seja tentar entender o que se passa deve ser feito uma pesquisa que aborde vários outros temas. muitos deles de caráter...... como posso dizer para ser aceito pelos haters..... sociais.

rini is offline   Reply With Quote
u0165
Trooper
 

25-04-14, 09:33 #28
só pra constar uma coisa que eu não gostei no vídeo, que foi da falta de academicidade, não foi feito por um cientista.
O Harald Heia é comediante e documentarista. E o outro cara é jornalista.

Esse documentário é de uma série feita pra tv. Não que ele seja inútil, totalmente não verdadeiro e deva ser completamente descartado, mas se foi feito pra tv, se alguém encomendou e pagou por isso, tem intencionalidade por trás do que apenas a ciência. E isso precisa ser levado em consideração na hora da discussão.
O próprio programa tem uma premissa/conclusão e explorar essa premissa/conclusão e deixar o outro lado parecer idiota de uma forma cômica é também uma garantia de polêmica vazia (do tipo olha como são idiotas, vamos apontar e rir) e "ibope".

Aí o que vem do fato de não ser feito por cientistas. a categoria de análise mulher é tratada como uma coisa uniforme, como se fôssemos todas iguais.
e as feministas também, como se todas lutassem pelas mesmas coisas, pensassem da mesma forma, quisessem as mesmas coisas. isso não corresponde a realidade. coloquem dez feministas naquela cadeira, seriam dez respostas diferentes. eu mesma, não teria reagido daquela forma e nem discordado das coisas que ela discordou.
não há sequer consenso sobre o que é feminismo. e isso não deve diminuir a legitimidade da luta.
é fato que o feminismo está bem capenga ultimamente, tem muita falta de teoria, mas fazer o que.

uma coisa que eu gostei de verdade foi o cientista no final falando que apenas quer que não desconsiderem a biologia. o chato foi que o resto do programa não seguiu essa premissa. ridicularizaram o outro lado, pegaram pessoas pra representar a oposição que eram péssimas...
como se alguém dissesse que o olavo é o adão da direita. e ele não é! muita gente da própria direita o acha um completo idiota.

u0165 is offline   Reply With Quote
u0165
Trooper
 

25-04-14, 09:46 #29
Outra coisa que achei nociva foi a arrogância dos cientistas noruegueses e o descaso com todas as áreas de humanas e principalmente com o feminismo.
O resultado é que esse vídeo tem sido postado e repostado em blogues e fóruns (não estou falando desse, óbvio) como um "chupa feminazis idiotas". E esse é o grande problema desse documentário.
Eu não manjo mto de noruega pra saber como é lá a importância que se dá pra ciências sociais e etc. mas se fosse assim tão igualitário, era tão difícil achar uma feminista que fosse cientista?

Feminismo não é odiar homem, deixar crescer pelo do suvaco e postar foto na internet. Mas parece que cada vez mais as pessoas acham que é isso. Infelizmente algumas feministas também contribuem pra essa imagem. Grande parte pelo descolamento do movimento da academia.

u0165 is offline   Reply With Quote
Fura Olho
wat
 

XFIRE ID: EmB_FuraOlho Steam ID: gustavomartino
25-04-14, 10:58 #30
mas a ideia de documentarios de tv eh exatamente essa de brincar com as "caricaturas" do tema abordado, pra tornar mais facil a compreensao... acaba nivelando por baixo e tornando rasa a apresentacao das evidencias, mas eh essa a linguagem da tv

ate mesmo os documentarios da bbc seguem essa linha, o q nao invalida todo o fundamento cientifico por tras da abordagem, tanto eh q o proprio richard dawkins MITO fez uso desse recurso

ps: comentario pontual, pois nao assisti os videos

Fura Olho is offline   Reply With Quote
u0165
Trooper
 

25-04-14, 11:06 #31
então fura, é que na minha opinião a caricaturização foi unilateral nesse caso.

u0165 is offline   Reply With Quote
Jeep
fagmin
 

XFIRE ID: ds-jeep Steam ID: jeep_ds
25-04-14, 11:24 #32
Ele abre o programa tirando sarro dele mesmo com o fato de ser humorista, mostrando varias pessoas achando que era pegadinha. A formacao do cara é sociologia.

Ele pegou o argumento dos fodoes do NIKK, levou para varios pesquisadores que refutaram baseados em varios estudos, levou de volta pros caras terem a treplica e a treplica foi patetica, a caricatura foi das mesmas pessoas que no inicio do programa tiraram sarro de quem dizia o contrario mas confrontado com pesquisas nao teve o que mostrar.

Jeep is offline   Reply With Quote
Stranger
Trooper
 

25-04-14, 13:09 #33
Só pra informar, fecharam esse centro de estudos sociais.

Realidade > sonho
Biologia > muh feelings

Stranger is offline   Reply With Quote
Jeep
fagmin
 

XFIRE ID: ds-jeep Steam ID: jeep_ds
08-04-16, 19:22 #34
http://xibolete.uk/sexo-cerebral/ tradutor: Eli Vieira

por Larry Cahill*, em Cerebrum (The Dana Foundation), 01/04/2014.
http://www.dana.org/Cerebrum/2014/Eq...e_Human_Brain/

DIFERENÇAS DE SEXO NO CÉREBRO HUMANO

[SPOILER]
No começo de 2013, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) ordenou que os fabricantes do bem conhecido sonífero Ambien (zolpidem) cortassem sua dose recomendada pela metade – mas apenas para mulheres. Essencialmente, a FDA estava reconhecendo que, apesar de testes abrangentes antes de a droga ser liberada no mercado, milhões de mulheres haviam tomado uma dose excessiva de Ambien por 20 anos. Em 9 de fevereiro de 2014, o programa 60 Minutes, da CBS, chamou a atenção para esse fato – e para diferenças de sexo em geral – ao fazer firmemente duas perguntas: ‘por que isso aconteceu?’ e ‘homens e mulheres são tratados igualmente na pesquisa e na medicina?’.[1]

A resposta para a primeira pergunta é que a comunidade biomédica tem operado há tempos com um pressuposto que é cada vez mais visto como falso: que o sexo biológico pouco importa, se é que tem alguma importância, na maioria das áreas da medicina. A resposta para a segunda pergunta é que não, a pesquisa biomédica de hoje não está tratando homens e mulheres igualmente. Quais são algumas das razões principais para o pressuposto falso da comunidade biomédica, e por que essa situação está finalmente mudando? Quais são algumas das controvérsias aparentemente sem fim sobre as diferenças de sexo no cérebro geradas por pesquisadores “antidiferença de sexo”? E o que está na raiz da resistência contra a pesquisa sobre diferenças entre sexos no cérebro humano?

Por que o sexo não tinha importância

Por muito tempo, para a maioria dos aspectos das funções cerebrais, as diferenças de sexo mal importavam para a corrente dominante da neurociência. As únicas diferenças de sexo que preocupavam a maioria dos neurocientistas envolviam regiões cerebrais (primariamente uma estrutura profunda no cérebro chamada hipotálamo) que regulam hormônios e comportamentos sexuais.[2] Os neurocientistas ignoravam quase que completamente possíveis influências do sexo em outras áreas do cérebro, presumindo que os sexos compartilhassem qualquer coisa que fosse fundamental no que diz respeito à função cerebral. Por outro lado, a corrente dominante da neurociência via quaisquer diferenças aparentes de sexo no cérebro como não fundamentais – algo a ser entendido depois que descobrissem os fatos fundamentais. Por essa lógica, não era um problema estudar quase exclusivamente machos, uma vez que fazê-lo supostamente permitia aos pesquisadores entender tudo o que era fundamental nas fêmeas, sem ter que considerar os aspectos complicadores dos hormônios femininos. Até hoje, os neurocientistas estudam muito mais os animais machos.[3]

Para piorar as coisas, o estudo das diferenças de sexo no cérebro foi por muito tempo considerado de mau gosto por grandes setores da academia.[4] Sobre a pesquisa de diferenças de sexo, Gloria Steinem disse uma vez que é “antiamericano, é coisa de maluco fazer esse tipo de pesquisa”.[5] De fato, por volta do ano 2000, colegas experientes me aconselharam fortemente contra estudar as diferenças de sexo porque isso “mataria” a minha carreira.

Por que o sexo importa

Eu sobrevivi depois de rejeitar o conselho dos meus colegas, e, na verdade, muitos neurocientistas por fim perceberam, como eu, que seu pressuposto profundamente entranhado de que o sexo não importa é apenas e simplesmente errado.

Comecemos pela pesquisa animal. Apesar do fato de que a maioria dos neurocientistas ainda usa muito mais machos em seus estudos, outros neurocientistas têm gerado dados consideráveis demonstrando influências de sexo no funcionamento cerebral em todos os níveis, incluindo o nível molecular[6],[7],[8] e de canais de íons.7 Muito comumente essas influências de sexo são uma completa surpresa para os pesquisadores. Crucialmente, a pesquisa animal demonstra claramente que os cérebros de mamíferos em particular estão cheios de influências de sexo que não podem ser explicadas pela cultura humana. Desse modo, a pesquisa animal prova que o cérebro mamífero humano deve conter todo tipo de influências de base biológica – das pequenas às grandes – que não podem ser explicadas simplesmente pela cultura humana (mesmo embora haja certas contribuições culturais em muitos casos). A pesquisa animal torpedeou o navio do “é tudo cultura humana” que mandava nos mares acadêmicos desde os anos 1970 quando o assunto era a diferença entre os sexos.

Mas as evidências das influências de sexo sobre o funcionamento cerebral não estão restritas à pesquisa animal. A pesquisa envolvendo humanos tem gerado descobertas igualmente impressionantes, duas das quais eu destaco aqui, uma sobre a estrutura do cérebro humano, a outra sobre a genética do cérebro humano.6-8

Um estudo seminal recente veio de pesquisadores da Universidade da Pensilvânia. Eles usaram uma forma de imageamento por ressonância magnética (MRI) chamada imageamento por tensor de difusão (um modo de medir a substância branca do cérebro, ou axônios através dos quais os neurônios se conectam) numa grande amostra de homens e mulheres (428 homens e 521 mulheres, idades entre 8 e 22 anos).[9] Ao longo de várias abordagens de análise diferentes, encontraram um resultado notável e consistente: os cérebros das mulheres exibem padrões significativamente mais fortes de interconectividade entre regiões cerebrais – incluindo entre os hemisférios cerebrais – do que os cérebros dos homens, que por sua vez exibem conectividade média significativamente maior dentro de regiões cerebrais locais (padrão que os autores chamaram de modularidade).

Esse resultado notável se encaixa muito bem com uma descoberta altamente consistente através da literatura sobre diferenças de sexo: os cérebros dos homens tendem a ser mais assimetricamente organizados entre os hemisférios do que os das mulheres.[10] Importantemente, os autores não acharam interações idade-por-sexo apesar de terem amplo poder estatístico para achar tais interações. Isso significa que não podemos explicar as diferenças de sexo em seus resultados como sendo simplesmente devidas a experiências culturais diferentes entre homens e mulheres.

Os resultados do estudo da Pensilvânia também são consistentes com os estudos com imageamento por tensor de difusão por Neda Jahanshad e colegas, que acharam maior conectividade média entre hemisférios em mulheres quando comparadas a homens.[11],[12] (Impressionantemente, com algumas abordagens analíticas esses pesquisadores podem classificar redes de conectividade cerebral com base em sexo com 93% de precisão.12) Enquanto nós podemos e devemos debater o que significarão funcionalmente, em última análise, esses tipos de descoberta anatômica, as evidências nos deixam pouca dúvida razoável de que os cérebros masculinos e femininos exibem, em média, padrões divergentes de interconectividade estrutural, particularmente entre os hemisférios. Numa revisão abrangente de estudos de conectividade no cérebro humano de vários anos atrás, Gaolang Gong e colegas concluíram que “deveria ser obrigatório considerar o gênero quando se projeta experimentos ou se interpreta resultados de conectividade/rede cerebral na saúde e na doença”.[13] Os dados desde então confirmam esse ponto de vista.

Um segundo estudo importante ressalta o fato de que as diferenças de sexo existem até no nível genético em humanos. Quando David Cribbs e outros pesquisadores realizaram uma análise abrangente dos padrões de expressão cerebral de genes relacionados ao sistema imunológico no envelhecimento e na doença de Alzheimer (DA), encontraram padrões específicos ao sexo de expressão dos genes, em ambas as condições.[14] Particularmente, compararam os padrões de expressão gênica em duas regiões que são críticas para a alta função cognitiva e conhecidas por desenvolver patologias do tipo DA: o hipocampo e uma região do córtex frontal chamada giro superior frontal. O hipocampo foi mais propenso a reações de gene de tipo imunológico em mulheres que em homens, enquanto o giro superior frontal foi mais susceptível a reações de gene de tipo imunológico em homens que em mulheres. Estudos como esse provam que os mecanismos biológicos de envelhecimento e doença cerebrais não podem ser presumidos como os mesmos em homens e mulheres.

A reação contrária

Talvez sem surpresa, o crescimento vertiginoso na pesquisa de diferenças entre sexos parece ter gerado uma contra-reação de alguns setores acadêmicos, especialmente de quem não é neurocientista. Em alguns casos essa contra-reação é justificada, como quando cientistas fazem objeção a exageros crassos sobre as diferenças de sexo muitas vezes feitos em best-sellers (chamados às vezes de “neurolixo”). Mas, no essencial, essa contra-reação parece refletir uma confusão sobre alguns fatos-chave da biologia do cérebro. Deixando de lado os rotuladores (tais como a psicóloga que chama as pessoas que estudam as diferenças de sexo no cérebro de “neurossexistas”[15]), também os não-neurocientistas que analisam hipercriticamente uma fração pequena da literatura da neurociência enquanto aparentemente permanecem ignorantes sobre o resto[16], foquemo-nos nos argumentos principais dados pelos autores “antidiferença de sexo”.

Primeiro, os autores antidiferença de sexo argumentam que há poucas diferenças (se alguma) de comportamento entre homens e mulheres. Invariavelmente eles se fiam em estudos meta-análises que analisam padrões através de muitos estudos publicados.[17] Tipicamente, essas meta-análises examinam a literatura para o tamanho das diferenças de sexo (neste caso, o tamanho da diferença em performance média entre homens e mulheres) em fatores isolados, tais como compreensão de leitura ou a habilidade de rotacionar mentalmente um objeto tridimensional. E muitas vezes (embora nem sempre) essas meta-análises sugerem que, com algumas poucas exceções tais como o comportamento sexual e a agressão, apenas diferenças muito pequenas (e por implicação descartáveis) existem no comportamento de homens e mulheres. Mas há ao menos dois problemas com esse tipo de análise. Primeiro, como ilustrado muito firmemente por Sarah Burnett[18], é simplesmente incorreto concluir que, porque uma diferença média entre homens e mulheres é quantitativamente pequena, então essa diferença terá poucas consequências práticas significativas. Segundo, alegar que não há nenhuma diferença de sexo confiável com base na análise de funções isoladas é bem parecido com concluir, depois de exame cuidadoso do vidro, pneus, pistões, freios etc., que há poucas diferenças significativas entre um Volvo e um Corvette.

Uma análise mais sensata é uma que calibra melhor os padrões completos de comportamento de homens e mulheres. Num estudo fascinante, Marco Del Giudice e seus colegas fizeram exatamente isso.[19] Usando uma forma de análise estatística chamada modelagem multigrupo de variável latente, que essencialmente avaliou o tamanho das diferenças de sexo pela combinação de numerosos fatores isolados, eles encontraram diferenças de sexo muito grandes no comportamento com uma sobreposição tão pequena quanto 10% entre as distribuições de homens e mulheres. Concluíram, firmemente, que “a ideia de que há apenas diferenças pequenas entre os perfis de personalidades de homens e mulheres deve ser rejeitada por ser baseada em metodologia inadequada”.

Outra forma de derrotar a ideia de que não há nenhuma diferença de comportamento entre homens e mulheres é considerar comportamentos estereotipicamente masculinos e femininos. Bobbi Carothers e Harry Reis fizeram exatamente isso quando analisaram as diferenças de sexo numa variedade de comportamentos orientados estereotipicamente por gênero, tais como jogar golf ou vídeo-games, assistir à pornografia ou a talk shows, tomar um banho e conversar ao telefone.[20] Usando essa análise, os pesquisadores relatam diferenças de sexo extremamente grandes, bimodais (também chamadas de taxônicas) que, como notam corretamente, não dizem absolutamente nada sobre o grau ao qual esses comportamentos taxônicos resultam de fatores biológicos ou ambientais. Pode não ser justo presumir que comportamentos estereotipados resultam somente de fatores ambientais. (De fato, foi mostrado que as preferências ocupacionais estereotípicas masculinas e femininas são notavelmente consistentes através de 53 países, do Paquistão à Noruega, sob condições culturais enormemente variáveis.[21] Carothers e Reis invalidam terminantemente a ideia de que não há diferenças de sexo grandes em média de grupos no comportamento humano, fora de alguns domínios limitados.20

Pior ainda para os autores antidiferença de sexos é o fato de que uma falta de diferença de sexo completa e com concordância universal num comportamento em particular não significa nada sobre se há ou não diferenças de sexo nos substratos neurais desse comportamento. O neurocientista Geert de Vries faz a defesa mais convincente desse caso, que até seus próprios colegas costumam esquecer.[22] Focando-se numa variedade de modelos animais, de Vries mostra que as diferenças de sexo no cérebro mamífero muitas vezes existem para impedir diferenças de sexo no nível do comportamento (ao compensar por diferenças neurais ou hormonais subjacentes) em vez de criar diferenças de sexo no nível comportamental. Mas entender essas diferenças de sexo compensatórias, para tratar apropriadamente disfunções cerebrais em homems e mulheres, é tão importante quanto entender as diferenças de sexo que induzem a diferenças comportamentais.

Um segundo argumento que os autores antidiferença de sexo às vezes usam é que não há realmente cérebros masculinos e femininos; em vez disso, homens e mulheres têm um único cérebro “intersexo”. Tentando dar apoio a essa opinião, Daphna Joel[23], que disse que a pesquisa com diferença entre sexos faz seu “sangue ferver”[24], corretamente aponta o que neurocientistas sabem por causa da pesquisa animal desde os anos 1970 ou antes: que ambos machos e fêmeas estão expostos tanta a influências masculinizantes quanto a feminilizantes. Ela também se refere corretamente a ambos os cérebros masculino e feminino como “mosaicos” de tais influências – e ela está longe de ser a primeira pessoa a fazê-lo.6 Mas porque a maioria dessas influências podem variar em grau e circunstâncias, ela conclui que “nós todos temos . . . um cérebro intersexo (um mosaico de características cerebrais ‘masculinas’ e ‘femininas’)”. A falácia em seu argumento está na implicação de que “nós todos” (homens e mulheres) temos um único cérebro mosaico e “intersexo”. O que ela claramente quer dizer com o termo intersexo é “unissex” – há apenas um. Entretanto, zero evidências apoiam a opinião de que, através do curso normal do desenvolvimento, mamíferos machos e fêmeas, incluindo os humanos, possuem cérebros que têm em média a mesma combinação de características masculinas e femininas – que eles possuem um único cérebro mosaico e unissex. A opinião unissex também falha em acomodar uma série de fatos, tais como as diferenças notáveis entre hemisférios na inativação do cromossomo X vistas apenas em cérebros femininos, as consequências da inativação incompleta do X (novamente, só em cérebros femininos), efeitos diretos ligados ao cromossomo Y sobre a função cerebral em homens, ou a incidência de dislexia que é até 10 vezes mais frequente em homens que em mulheres, para dar apenas alguns.[25],[26],[27],[28] Nós não somos unissex, e cada célula do cérebro de todo homem e de toda mulher sabe disso.

“Mas espere”, dizem os autores antidiferença de sexo, “o cérebro é plástico” – isto é, moldado pela experiência. Um grupo de autores usa a palavra “plasticidade” no título de seu artigo três vezes para assegurar que entendemos sua importância.[29] (Como alguém que estudou a plasticidade cerebral por mais de 35 anos, acho divertida a insinuação de que ela nunca me ocorreu.) Através pelo argumento da plasticidade – também usado explicitamente pela neurocientista Lise Eliot em seu livro “Pink Brain Blue Brain” – pequenas diferenças de sexo em cérebros humanos ao nascer são aumentadas pela influência da cultura sobre a plasticidade do cérebro.[30] Eliot argumenta, adicionalmente, que podemos evitar “lacunas problemáticas” entre os comportamentos de homens e mulheres adultos (uma contradição curiosa, aliás, com a opinião de que não há diferenças comportamentais entre os sexos) ao encorajar meninos e meninas a aprender contra suas tendências inatas.

É crítico entender onde estão as falácias nesse argumento. Primeiro, é falso concluir que porque um comportamento em particular começa pequeno nas crianças e cresce, que o comportamento tem pouca ou nenhuma base biológica. Basta pensar em preferência manual, andar e linguagem para enxergar esse ponto. Segundo, esse argumento pressupõe que as influências “culturais” humanas são de algum jeito formadas independentes das predisposições biológicas existentes no cérebro humano. Mas, em terceiro lugar, e mais importantemente, é a falácia-chave no argumento da plasticidade: a implicação de que o cérebro é perfeitamente plástico. Não é. O cérebro é plástico somente dentro dos limites definidos pela biologia.

Para entender esse ponto crítico, consideremos a preferência manual. É de fato possível, graças à plasticidade cerebral, forçar uma criança com uma pequena tendência a usar a mão esquerda a se tornar um adulto destro. Mas isso não significa que essa prática é uma boa ideia, ou que a criança é capaz de se tornar tão habilidosa com sua mão direita quanto poderia ter se tornado com sua mão esquerda se ela tivesse tido permissão de desenvolver suas tendências naturais sem impedimentos. A ideia de que nós devemos usar a plasticidade do cérebro para trabalhar contra predisposições inatas masculinas ou femininas nos cérebros das crianças é tão mal concebida quanto a ideia de que devemos encorajar crianças canhotas a usar a mão direita.

A presença de limites biológicos à plasticidade – e por conseguinte a presença de limites ao quão afetado o cérebro pode ser pela experiência – é talvez esclarecida com mais intensidade nos estudos elegantes de J. Richard Udry. Em seu importante mas subvalorizado artigo intitulado “Biological Limits of Gender Construction” [“Limites Biológicos à Construção de Gênero”], Udry examina a interação entre dois fatores – o quanto uma mãe encorajou sua filha a se comportar de forma mais “feminina”, e o quanto a filha foi exposta a influências hormonais masculinizantes no útero – sobre o quão “feminina” a filha se comportava quando mais velha.[31] A figura abaixo ilustra os achados mais importantes.

feminilidade

O gráfico ilustra que, de fato, quanto mais as mães encorajavam a “feminilidade” em suas filhas, mais feminina era a forma como as filhas se comportavam quando adultas, mas apenas naquelas filhas expostas a pouco hormônio masculinizante no útero. Crucialmente, quanto maior a exposição aos efeitos masculinizantes hormonais no útero (linhas descendentes), menos eficazes era o encorajamento da mãe, até o ponto em que o encorajamento ou não funcionou (linha com quadrados) ou até tendeu a produzir o efeito oposto no comportamento das filhas (linha com losangos).

Todos aqueles que desejam entender as influências de sexo no cérebro humano precisam compreender totalmente as implicações da literatura animal, e depois pensar nos dados de Udry, que capturam um fato incontestável da ciência do cérebro: sim, cérebros são plásticos, mas apenas dentro dos limites definidos pela biologia. Não é o caso, decididamente, que a experiência ambiental pode transformar qualquer coisa em qualquer coisa, e de forma igualmente fácil, no cérebro. O argumento capcioso da plasticidade invocado pelos autores contra diferenças de sexo parece ser apenas uma encarnação moderna do ponto de vista derrubado há muito tempo de que o funcionamento do cérebro é como o da “tabula rasa”, a ideia de que os cérebros de todas as pessoas começam como lousas em branco e que assim são igualmente moldáveis a se tornarem qualquer coisa através da experiência.[32]

O que Darwin de fato disse

Deveríamos ter esperado desde o princípio que os cérebros de homens e mulheres são uma mistura complexa de similaridades e diferenças, ao menos se acreditamos na evolução como descrita por Charles Darwin. Darwin não acreditava que a evolução prosseguia pela seleção natural. Na verdade, ele foi completamente claro que, em sua opinião, a evolução apenas pela seleção natural deve falhar. Ele sabia que a seleção natural sozinha falhava em explicar fenômenos demais (mais notoriamente o rabo do pavão). O que Darwin de fato disse foi que a evolução prosseguia na maior parte através de dois distintos mecanismos: a seleção natural e a seleção sexual. A primeira age com base na condição de um organismo sobreviver; a última age sobre a condição de que ele produza um bebê. Em seu segundo livro, “The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex” [“A Descendência do Homem, e a Seleção em Relação ao Sexo”], Darwin desenvolveu essa ideia (primeiro apresentada na edição original do “Origem das Espécies”) e tornou explícita sua opinião de que os efeitos benéficos da seleção sexual devem às vezes contrabalançar os efeitos negativos da seleção natural (mais uma vez, lembremo-nos do rabo do pavão).

Depois de receber muitas críticas por esse conceito, como ele também recebeu pela seleção natural, Darwin disse que “minha convicção no poder da seleção sexual se mantém inabalada”.[33] A seleção sexual é uma força que, por definição, frequentemente age de macho para macho e de fêmea para fêmea. É, portanto, uma força que deve produzir diferenças de sexo de muitos tipos no cérebro e na mente, como Darwin discutiu em detalhe. Assim, se acreditamos na evolução como Darwin a descreveu (como uma mistura complexa de forças de seleção natural e sexual), então devemos acreditar que ela produziu em homens e mulheres corpos e cérebros que são uma mistura complexa de similaridades e diferenças, das pequenas às grandes – exatamente como ela parece ter produzido.

A evolução produziu cérebros mamíferos que estão cheios de similaridades e diferenças de base biológica, até ao nível molecular. A evolução também produziu em homens e mulheres corpos que estão cheios de similaridades e diferenças, inclusive no coração, no fígado, nos pulmões, no sistema imunológico e até mesmo nos joelhos.[34] Insistir que de alguma forma – magicamente – a evolução não produziu influências sexuais de base biológica de todo tipo e todo tamanho no cérebro humano, ou que essas influências, de alguma forma – magicamente – produziram pouco ou nenhum efeito apreciável no funcionamento do cérebro (no comportamento) equivale a negar que a evolução se aplica ao cérebro humano.

Pressupostos falsos

Na raiz da resistência à pesquisa sobre influências de sexo, especialmente no que diz respeito ao cérebro humano, está um pressuposto profundamente entranhado, implícito e falso de que se homens e mulheres são iguais [devem ser tratados de forma igualitária], então homens e mulheres devem ser idênticos. Isso é falso. A verdade é que é claro que homens e mulheres são iguais (todos os seres humanos são iguais), mas isso não significa que eles são, na média, os mesmos. 2 + 3 = 10 – 5, mas essas expressões não são as mesmas. E, na verdade, se dois grupos realmente são diferentes em média de algum jeito, mas estão sendo tratados como se fossem os mesmos, então eles não estão sendo tratados com igualdade na média.

Infelizmente, é exatamente esse o caso na pesquisa e na medicina hoje. Mulheres e homens não estão sendo tratados com igualdade, porque em geral as mulheres estão sendo tratadas como se fossem idênticas aos homens. Para fazer progresso de verdade em melhorar a saúde de homens e de mulheres, e para evitar mais Ambiens ou coisa pior, precisamos que neurocientistas e não-neurocientistas determinem se estão também operando sobre o falso pressuposto de que “igual” significa “idêntico”. Se estão, joguem fora esse pressuposto. A verdadeira equidade dos sexos assim exige.

Referências

[1] http://www.cbsnews.com/news/sex-matt...s-differently/

[2] Levine, S. Sex differences in the brain. Scientific American 1966; 214, 84-90.

[3] Beery, A and Zucker, I. Sex bias in neuroscience and biomedical research. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 2011; 35, 565-572.

[4] Eagly, A et al., Feminism and Psychology- Analysis of a Half-Century of Research on Women and Gender, American Psychologist, 2012; 67, 211-230.

[5] http://townhall.com/columnists/johns...women-n1807016

[6] Cahill, L. Why Sex Matters for Neuroscience. Nature Neuroscience Reviews, 2006; 7, 477-484.

[7] Jazin, E and Cahill, L. Sex Differences in Molecular Neuroscience: From Drosophila to Humans. Nature Neuroscience Reviews, 2010; 11: 9-17.

[8] Hines, M., Brain Gender, 2004, Oxford Univ Press.

[9] Ingalhalikar, M et a., Sex differences in the structural connectome of the human brain, PNAS (USA), 2014; 111, 823-828.

[10] Cahill, L. Fundamental sex difference in human brain architecture. PNAS (USA), 2014, 111, 577-578.

[11] Jahanshad, N et al., Sex Differences in the human brain connectome: 4-Tesla angular resolution diffusion imaging (HARDI) tractography in 234 adult twins, Biomedical Imaging: From Nano to Macro, IEEE International Symposium, 2011, 939-943.

[12] Duarte-Carvajalino, J et al., Hierarchical topological network analysis of anatomical human brain connectivity and differences related to sex and kinship, NeuroImage, 2012; 59, 3784-3804.

[13] Gong, G and Evans, A., Brain Connectivity: Gender makes a difference, The Neurowcientist, 2011, 17, 575-591.

[14] Cribbs, D et al., Extensive innate immune gene activation accompanies brain aging, increasing vulnerability to cognitive decline and neurodegeneration: a microarray study, Journal of Neuroinflammation, 2012; 9, 179.

[15] Fine, C., Is There Neurosexism in Functional Neuroimaging Investigations of Sex Differences? Neuroethics, 2012, DOI 10.1007/s12152-012-9169-1. [N. do. T.: Confira também a crítica publicada aqui no Xibolete.]

[16] Jordan-Young, R. Brain Storm: The Flaws in the Science of Sex Differences, 2010, Harvard University Press.

[17] Hyde, J, The gender similarities hypothesis. American Psychologist, 2005; 60, 581-592.

[18] Burnett, S., Sex-related differences in spatial ability: Are they trivial? American Psychologist,1986, 41, 1012-1013.

[19] Del Giudice, M., The Distance Between Mars and Venus: Measuring Global Sex Differences in Personality, PLOS ONE, 2012; 7, 1-8.

[20] Carothers, B. and Reis, H. Men and Women Are From Earth: Examining the Latent Structure of Gender. Journal of Personality and Social Psychology. 2012 Advance online publication. doi: 10.1037/a0030437

[21] Lippa, R., Sex Differences in Personality Traits and Gender-Related Occupational Preferences across 53 Nations: Testing Evolutionary and Social-Environmental Theories Arch Sex Behav (2010) 39:619-636.

[22] De Vries, G , Sex Differences in Adult and Developing Brains: Compensation, Compensation, Compensation, Endocrinology 2004, 145, 1063-1068.

[23] Joel, D Genetic-gonadal-genitals sex (3G-sex) and the misconception of brain and gender, or, why 3G-males and 3G-females have intersex brain and intersex gender. Biology of Sex Differences 2012, 3:27.

[24] http://www.haaretz.com/news/features/.premium-1.576554

[25] Wu, H. et al., Cellular Resolution Maps of X Chromosome Inactivation: Implications for Neural Development, Function, and Disease, Neuron, 2014; 81, 103-119.

[26] Nadaf, S et al., Activity map of the tammar X chromosome shows that marsupial X inactivation is incomplete and escape is stochastic, Genome Biology, 2010; 11, 1-18.

[27] Kopsida, E. et al., The role of the Y chromosone in brain function, Open Neuroendocrinol J, 2009 ; 2: 20-30. doi:10.2174/1876528900902010020.

[28] Pinker, S. The Sexual Paradox, Scribner, NY, 2008, p.44.

[29] Fine, C. et al. Plasticity, plasticity, plasticity. . . and the rigid problem of sex, Trends in Cognitive Sciences November 2013, Vol. 17, No. 11.

[30] Eliot, L., Pink Brain, Blue Brain: How Small Differences Grow Into Troublesome Gaps — And What We Can Do About It, 2009; HMH Publishing.

[31] Udry, J. Biological Limits of Gender Construction, American Sociological Review, 2000; 65, 443-457.

[32] Pinker, S., The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature, 2002, Penquin group.

[33] Darwin, C. “Descent of Man and Selection in Relation to Sex”, 2nd Ed, John Murray, London, 1875, Preface to the Second Edition, page vi.

[34] Schenck-Gustafsson, K et al., Handbook of Clinical Gender Medicine, Karger Press, Basel, 2012.

Para uma resposta e uma tréplica a esse artigo, clique aqui.

* Larry Cahill, PhD, é professor de neurociências e comportamento na Universidade da Califórnia em Irvine, EUA. Além de estudar diferenças neurobiológicas entre os sexos, estuda também os mecanismos neurais da memória influenciada pelas emoções.

Tradução, revisão e ilustração: Eli Vieira
Apoie o Xibolete doando aqui https://www.patreon.com/EliVieira?ty=h

Jeep is offline   Reply With Quote
sibs
Trooper
 

08-04-16, 20:15 #35
Mesmo o feminismo mainstream não defende a igualidade entre homem e mulher, defendem os direitos da mulher, e foda-se o resto na maioria do tempo. Se tiver algo que for vantajoso para mulher e desvantajoso para o homem sempre vão defender o lado da mulher em detrimento ao do homem, e ai que ta a hipocrisia.

http://floridapolitics.com/archives/...ference-sb-668

>The new statute would give judges a formula to use in deciding alimony payments in Florida and, more controversially, would specify a premise that a minor child should spend about equal amounts of time with each parent.

sibs is offline   Reply With Quote
EviLBraiN
Trooper
 

09-04-16, 10:11 #36
Mas a prova do enem citava a erudita lá que explicou q ninguém nasce homem ou mulher.

E agora?

EviLBraiN is offline   Reply With Quote
troy
Trooper
 

09-04-16, 11:09 #37

HORMÔNIOS

troy is offline   Reply With Quote
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