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EviLBraiN
Trooper
 

Default Roger Scruton sobre a Arte de se Ofender e a Liberdade de Expressão

22-10-16, 07:35 #1
No fim tem o link pro original, no * , em inglês. Tem fotos e tal, deixei aqui a tradução pra facilitar.

Quote:
Roger Scruton sobre a Arte de se Ofender e a Liberdade de Expressão

Por quê não devemos nos autocensurar
[*]


Roger Scruton

Qualquer discussão sobre a liberdade de expressão precisa lidar com duas questões importantes: piadas e raça. Piadas não são opiniões, mas podem causar tanta ofensa quanto. Deveria, então, haver o mesmo nível de liberdade para fazer piadas quanto para expressar opiniões?

A questão da raça tem sido objeto de profunda autoanálise nas comunidades modernas. O genocídio mais terrível da história recente, o Holocausto, ocorreu porque as pessoas se sentiram livres para odiar os judeus e divulgar este ódio por formas de expressão protegidas pela lei. A opressão dos negros nos EUA e a sua exclusão dos privilégios da cidadania foi defendida livre e destrutivamente até muito recentemente. E, novamente, as opiniões eram protegidas pela lei. Estes casos, e similares, não justificariam a crença de que a liberdade de expressão não é boa em si mesma e que grupos suscetíveis de serem alvo de ódio coletivo devam ser protegidos deste abuso?

Estas são duas questões de grande preocupação para nós. O caso da Charlie Hebdo, na França, nos lembra que piadas podem gerar tanta ofensa a ponto de inspirar as mais violentas respostas. E não é surpresa que o comediante francês Dieudonné M’bala, que frequentemente inclui piadas antissemitas em seu roteiro de stand up, atualmente esteja banido de muitos lugares na França e na Bélgica.

Devemos lembrar, todavia, as pessoas podem se setirn ofendidas mesmo quando não houve a intenção de ofender. Há feministas radicais que tomam as mais inocentes afirmações sobre a mulher e as incluem na sua obscura agenda sexista. Até mesmo o uso gramatical correto do pronome masculino para se referir a homens e mulheres de forma generalizada tem causado ofensa e sido banido nos campi universitários por todos os Estados Unidos. Não é que você queira ofender alguém, mas quando se está diante de especialistas em se ofender, que cultivaram a arte de se ofender ao longo de muitos anos, é a maior satisfação para eles quando um homem inocente cai na armadilha de falar “incorretamente”.

Tipicamente, uma piada procura tirar a gravidade de uma questão afim de que se possa rir dela. A maioria das piadas étnicas são assim — ajudam um grupo a lidar com a diversidade étnica ajudando as pessoas a estar satisfeitas com seu próprio grupo, sem sentir-se ameaçado pelos demais. Algumas vezes o seu próprio grupo é que precisa de uma visão engraçada, como por exemplo as inúmeras piadas que mostram judeus com suas excentricidades engraçadas, a invés de retratá-los como uma ameaça. As piadas se tornam populares porque suavizam as coisas, tornando a realidade, com todas as suas divisões, menos ameaçadora. Aqui vai uma conhecida piada sobre o norte da Irlanda:

Um homem para o outro na rua, aponta uma arma para seu peito e diz:

— Católico ou Protestante?

O outro responde:

— Ateu!

— Mas ateu católico ou ateu protestante? – responde o primeiro.

Uma piada como essa aponta tanto para o absurdo do conflito sectário quanto para o fato de ele ser um pretexto, uma desculpa para o ódio, e não uma resposta para tal. Isso nos mostra como a arte de se ofender é usada por pessoas ignorantes para ganhar uma vantagem injustificada sobre o resto de nós.

É claro que há piadas de mau gosto, piadas desagradáveis ou maliciosas. Nós ensinamos nossas crianças e não contar piadas deste tipo e a não rir quando outras pessoas as contam. O humor é orientado pelo julgamento moral. Nosso alvo é incliná-lo à aceitação e perdão, longe da malícia e do desprezo. Mas como devemos lidar com as piadas que realmente ofendem?

Não é possível impor leis contra a ofensa. Não há legislação, ou invenção de novos crimes e punições que consigam expressar a ironia, o perdão e a boa vontade às mentes treinadas na arte de ofender*-se. Isso é tão verdadeiro em relação a feministas radicais quanto a sectários e radicais islâmicos. Por mais que tenhamos o dever moral de rir destas piadas, eles fizeram disso algo perigoso. Mas não devemos jamais perder de vista o fato de que são eles os transgressores, e não nós. Aqueles que vêem deboche em tudo — e reagem com ódio implacável sempre que pensam estar se deparando com ele—, são os verdadeiros ofensores.

E sobre os discursos racistas? Seriam essas expressões diferentes de outros tipos de expressões protegidas ou há razões especiais para criminalizá-la? O Holocausto justifica banir as opiniões que deram origem a ele? Muitas pessoas pensam que sim, e na França a legislação foi além disso e criminalizou aqueles que negavam a ocorrência do Holocausto.

Opiniões racistas não vão desaparecer apenas porque proibimos sua expressão. Na verdade, proibir pode causar uma especial fascinação. O que houve de mais destrutivo na propaganda nazista não foi a expressão daquelas horríveis opiniões, mas a supressão daqueles que as refutavam. Foi a falta da liberdade de expressão que fez com que as ideias nazistas fugissem do controle, livres dos argumentos que as exporiam ao ridículo. Em contraste, os negros nos Estados Unidos ganharam o status de cidadãos iguais, em parte, devido à liberdade de discussão, levando os americanos comuns a compreenderem que os estereótipos racistas são irracionais e injustos. Foi porque eles expressaram sua opinião que os racistas foram vencidos.

Esta questão é de vital importância para nós, na Grã Bretanha. O policiamento da esfera pública com o intuito de suprimir opiniões “racistas” causou uma espécie de psicose pública, uma sensação de andar na ponta dos pés em um campo minado, desviando-*se de bombas de ódio que podem explodir na sua cara. E essa bomba foi plantada e preparada por pessoas muitas das quais vêem na acusação de racismo uma forma útil de minar a crença em nosso país e sua forma de viver. Consequentemente a polícia, funcionários públicos, vereadores e professores têm hesitado em pensar da forma como eles sabem ser a verdade, ou agir contra aquilo que eles sabem ser errado. Vemos isso nos casos de abuso sexual ocorridos em Rotherham e outros lugares, onde a relutância em destacar uma comunidade imigrante como criminosa fez com que devidas atitutes não fossem tomadas. Meu último romance “Os Desaparecidos” é uma tentativa de explorar em profundidade a desordem moral que adentrou nossa sociedade por meio deste tipo de autocensura que impede um professor, um policial ou assistente social de agir, precisamente quando isto é mais necessário.

A autocensura é ainda pior do que a censura de estado. Por que inibe a discussão completamente. Devido às migrações em massa, nossa sociedade tem passado por mudanças radicais e potencialmente traumáticas sem o benefício da discussão pública, como se não tivéssemos escolha a respeito de nosso futuro. A profundidade da confusão e do ressentimento estão começando a se tornar perceptíveis — não somente aqui mas por toda a Europa —, algo que a liberdade de discussão teria evitado. Aqueles que tentam iniciar esta discussão estão sujeitos à caça às bruxas e sofrido pressões que poucos conseguem suportar. O resultado disso tem sido a perda de argumentos racionais em lugares onde nada é mais necessário do que argumentos racionais.

Uma última palavra sobre a arte de se ofender. Em nenhum outro lugar esta arte tem sido mais cultivada do que nos campi universitários dos Estados Unidos, onde uma nova cultura do medo foi instalada para capturar a psiquê do adolescente. Quando uma discussão toca questões dogmáticas como raça, sexo, orientação sexual ou política, muitas vezes o professor é obrigado a alertar os alunos antes de entrar nestes temas, para não se enveredar em áreas que possam trazer à memória do aluno algum evento traumático em sua vida. A visita de palestrantes com visões “heréticas” sobre feminismo ou homossexualidade são também precedidas por alertas no campi. Alguns campi inclusive oferecem espaços seguros onde os estudantes podem buscar consolo no caso de terem sido expostos à contaminação por pontos de vista ortodoxos.

Por mais engraçado que isso seja, tenha cuidado para não rir, principalmente se você não for um professor concursado. Aqueles que desejam manter os alunos em um estado de vulnerabilidade paparicada, protegidos das ideias contrárias e inexperientes na argumentação, atualmente patrulham os campi e o resultado é que estes lugares, que deveriam ser o último bastião da razão em um mundo confuso, tornaram-se lugares onde as mentes confusas encontram consolo. Este exemplo ilustra claramente como os ataques à liberdade de expressão podem chegar longe a ponto de obstruir o caminho para o conhecimento. E, ao final disso tudo, devemos valorizar a liberdade que John Stuar Mill corretamente defendeu —como o fundamento de uma sociedade livre —, sem a qual nunca saberemos aquilo que pensamos.

[*] Roger Scruton. A Point of View: Why people shouldn’t feel the need to censor themselves. BBC News. 8 de novembro de 2015.

Tradução: Filipe Azevedo
Revisão: Hugo Silver
Achei que o texto resume muito do que penso. Se alguém quiser conversar sobre, fica o topic...





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Maia
Trooper
 

Steam ID: Sorella3
22-10-16, 12:22 #2
Sim. Também penso dessa forma, e por sorte minha família nunca me ensinou a censurar meu humor, inclusive venho de família com humor negro fortíssimo hehe

Eu acho que como sociedade estamos num momento de declínio cultural. Durante o desenvolvimento da cultura temos altos e baixos: quando as pessoas tinham mais liberdades isso demandava mais controle e ordem, quando tiveram muita ordem as pessoas almejavam por liberdade e lutaram contra o sistema. Acho que estamos nesse momento de alta liberdade, mas de expressão, qualquer pessoa com um mínimo de condição tem acesso a internet e pode se expressar como quiser, por isso vemos esse aumento de pessoas querendo ordem em questões como essa, porque tem muita gente que não sabe lidar com ofensas e opiniões, esse grupo só aumentou com o passar dos anos.

Enfim, eu tenho convicção de que a grande maioria das pessoas, principalmente das gerações mais atuais, não sabem lidar com suas frustrações. E essa é uma das poucas afirmações em que eu não acho que generalizar está errado, pois essa frustração vai muito além no comportamento da sociedade, olhe quantas formas de distração da realidade a gente tem hoje em dia. Inúmeras, cada dia tem uma nova, e pra que? Distrair de nossos problemas, não porque tenha alguém controlando isso, mas porque nós queremos, nós trocamos os conflitos da vida pelo conforto. E isso deprime, cria ansiedade, é um crescimento invisível onde a pessoa cede ao conforto pouco a pouco durante a vida.

E como sociedade hoje temos a aceitação dessa transição de liberdade para ordem, já está acontecendo e é difícil perceber, pois a mudança ocorre aos poucos, a cada dia é um acontecimento que parece insignificante, mas que causa essa mudança sem que a gente perceba, e por isso a gente olha pra essa situação hoje e pensa: "como chegamos a isso? o que aconteceu com o mundo?" Se trocou o conflito pessoal pela comodidade de exigir que ninguém ofenda ninguém.

Bom, se uma boa parcela da sociedade não ficar vigilante a esse acontecimento, vamos cada vez perder mais a nossa liberdade até chegar a um ponto o qual nunca sonhamos que poderíamos chegar.

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EviLBraiN
Trooper
 

22-10-16, 12:35 #3
Pois é, eu tenho mixed feelings...

Essa semana tava falando com o patrick, ele ia/vai aplicar uma prova na faculdade de medicina. E uns 3 alunos mandaram whatsapp pedindo por favor dicas da prova. Pq tavam muito cheios de coisa, estressados, muitas provas... Pra ele ajudar...

E ai fiquei conversando com ele q qnd eu fiz faculdade ( entrei em 2000 ) nunca vi isso acontecer. Sim, a faculdade era foda e fim. Não tinha pedir pra professor arregar... Q preocupava, q tipo de médico será esse... Qnd o paciente morrer pq ele deixou de fazer o que devia, vai alegar q tava cansado ? Q medicina é muita matéria ? WTF ?

Nessas horas me preocupa.

Mas o contra ponto vem pq minha esposa está grávida. E tenho convicção absoluta que depende só de mim criar meu filho pra não ser um fraco. Não posso deixar largado pela vida se quero q ele esteja preparado pra ter sucesso no que ele quiser escolher qnd for a hora dele.

Fico pensando como foi a criação desses coitadismos que se ofendem com qualquer coisa...

EviLBraiN is offline   Reply With Quote
Maia
Trooper
 

Steam ID: Sorella3
24-10-16, 11:07 #4
Eu passei por essas paradas do ensino médio à faculdade, nem smartphone tinha mas nego ficava chorando pro professor na sala mesmo, pra facilitar as provas... e pior q tinha professor que ajudava, patético... E hoje a maioria dessas gurias q estudaram cmg na faculdade nunca conseguiram trabalhar com publicidade e hoje estão como donas de casa e com filhos. A fraquice passou adiante

Boa sorte com a nova cria, é uma tarefa para os fortes... tem coisa pra kct hj pra se preocupar tendo um filho, principalmente as companhias. E ainda tem que equilibrar ser pai coruja com deixar seu filho ter liberdade o suficiente pra aprender com os erros.

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DALBEN
Trooper
 

Gamertag: GC DALBEN PSN ID: DALBEN_ XFIRE ID: DALBEN_DALBEN Steam ID: gustavocorsodalben
24-10-16, 11:36 #5
Complicado isso ae, o povo da nossa idade ainda é um povo que aceita uma piada e tudo mais, minha família e amigos não existe esse mimimi, mas vejo que essa geração de adolescentes será patética nesse sentido, se sente ofendido por qualquer coisa, cabe aos pais colocarem a criança no caminho certo.

Quando eu era novo adorava assistir os trapalhões com meu pai, hoje em dia nem pode passar aquilo na tv mais, boa parte do povo não sabe mais levar nada na brincadeira, saem do seu próprio caminho para se sentir ofendido por algo, complicado, pouco a pouco o mundo se torna mais chato.

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Something
Trooper
 

24-10-16, 12:25 #6
Talvez sempre tenha sido assim. Antigamente não podia questionar ou brincar com o que se considerava divino que as pessoas se ofenderiam.

Talvez hoje só tenha mudado somente o mindset. Tem pessoas que acham que as opiniões delas importam, que elas são relevantes no mundo, que o mundo deve ser do jeito que elas imaginam ser, que elas podem ser qualquer coisa, basta querer, e muitas outras idéias fantasiosas.

Se você questiona-se Jesus na época, iria ser linchado. Se você questionar a ideia de talvez o mundo não ser uma fantasia perfeita e que talvez a opinião da pessoa seja totalmente irrelevante, provavelmente será linchado.

Acho que é do ser humano mesmo, agora com internet e alguns bilhões de pessoas a mais no mundo fica mais evidente esse comportamento, provando que o ser humano avançou tecnologicamente mas continua o mesmo da pré história.

Acho que é isso né

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Never Ping
Trooper
 

Gamertag: Willian Braga XFIRE ID: neverping Steam ID: neverping
24-10-16, 14:11 #7
Quote:
Postado por EviLBraiN Mostrar Post
Pois é, eu tenho mixed feelings...

Essa semana tava falando com o patrick, ele ia/vai aplicar uma prova na faculdade de medicina. E uns 3 alunos mandaram whatsapp pedindo por favor dicas da prova. Pq tavam muito cheios de coisa, estressados, muitas provas... Pra ele ajudar...

E ai fiquei conversando com ele q qnd eu fiz faculdade ( entrei em 2000 ) nunca vi isso acontecer. Sim, a faculdade era foda e fim. Não tinha pedir pra professor arregar... Q preocupava, q tipo de médico será esse... Qnd o paciente morrer pq ele deixou de fazer o que devia, vai alegar q tava cansado ? Q medicina é muita matéria ? WTF ?

Nessas horas me preocupa.

Mas o contra ponto vem pq minha esposa está grávida. E tenho convicção absoluta que depende só de mim criar meu filho pra não ser um fraco. Não posso deixar largado pela vida se quero q ele esteja preparado pra ter sucesso no que ele quiser escolher qnd for a hora dele.

Fico pensando como foi a criação desses coitadismos que se ofendem com qualquer coisa...
Engraçado que mendiguei pouco pros professores, mas quase NENHUM me deu algo. Geralmente ele falava um pouco do topico que iria cair.

Exemplo, na prova de redes 3, eu tava preocupado sobre quais tipos de cabeamento cairia. Ele falou "TODOS", mas deu a dica de 'claro que darei ênfase as mais usadas'. Logo estudei mais afinco as baseadas no modo Ethernet a outras escrotas que estavam morrendo, como coaxial. Dessas, só gravei distância máxima e tipos de topologias.

Rimos muito, repeti. =/

Aí estudei tudo e passei.

Never Ping is offline   Reply With Quote
EviLBraiN
Trooper
 

24-10-16, 16:22 #8
Eu tive um professor q na primeira prova da matéria ele começou uns 10 dias antes a falar q a turma tava bem. Todo mundo iria bem. Q ele. Tinha até se arrependido de feito a prova tão fácil.

No dia da prova tava ultra difícil e geral se. Fodeu.

Na aula seguinte dele ele entra na sala se matando de rir. Olha e fala: isso é pra vcs aprenderem a não ficar acreditando no que os outros falam e sempre se prepararem bem. A vida não dá moleza.

Foi top.

EviLBraiN is offline   Reply With Quote
ircF
Trooper
 

24-10-16, 16:39 #9
cara, nao consigo ver dessa forma com relação a humor.

Antigamente os tabus eram MTO maiores. A dificuldade para se expressar, principalmente se o humor fosse um pouco mais negro, era enorme, existia mto menos liberdade tambem nesse sentido.

O que vejo é que hoje em dia qualquer imbecil tem voz, graças a internet. Ou seja, antes eles se acordavam e nao enchiam o saco, agora qualquer um pode criticar/opinar, e quantos mais seres humanos, mais propensos estamos a que algum idiota(que as vezes na vida ativa respeita a opiniao/humor dos outros, mas na net eh o macho alpha) se intrometa e reclame.

ircF is offline   Reply With Quote
Maia
Trooper
 

Steam ID: Sorella3
24-10-16, 16:49 #10
então, como disse, a cultura da sociedade tem altos e baixos, obviamente já tivemos censuras maiores e piores do que as atuais, assim como tivemos menos censuras humorísticas há 10 anos do que temos hoje. Estamos experienciando uma "descida", digamos assim, é o ciclo (sem fiiiiiiiiiiiiiiiiim!)

Maia is offline   Reply With Quote
Oleleh
Trooper
 

27-10-16, 02:30 #11
Uma vez estava correndo de pal duro, tropecei e ia cair pra frente mas meu pal me estabilizou
FIM

Oleleh is offline   Reply With Quote
EviLBraiN
Trooper
 

27-10-16, 10:26 #12
Menos sake, japonês. Mais livros.

EviLBraiN is offline   Reply With Quote
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